Sunday, August 12, 2012

Detesto Acampar ( I ♥♥♥ Not Camping )

Post em português.

Semana passada meu marido saiu de férias com as crianças e minha sogra, recém viúva. Pegou o carro, empacotou o carango até o teto e foi-se. Como eu ainda não completei um ano no meu trabalho, ainda não pude desfrutar de 1 mesinho de férias. Vou semana que vem de avião para a cidade de xxxx  na Dordonha, onde a família vai me apanhar de carro. E aí sim desfrutar das minhas magras duas semanas de férias tão merecidas.
Quando é ano de passar férias na França (ao invés de ir para o Brasil, por exemplo) ficamos na casinha que meus sogros tem por lá. Isolada, cercada de outras casas de veraneio de outros holandeses. Um camping no final da longa estrada, um laguinho e... só. O resto é so floresta. Ou campos de girassóis. Isolamento MESMO. Nada de telefone, internet ou televisão. (Quando aquela estória mal contada do avião que colidiu com as torres gemeas aconteceu só ficamos sabendo uma semana depois, de volta à Holanda.) O negócio bom dessa casinha na roça é sempre ir de carro para as cidades históricas da região para passar o dia. Ou visitar castelos e sítios pré históricos, como Lascaux. Principalmente consumir muita baguete e saladas, melões perfumados, quiches, cassoulets e patos assados. Campos de girassóis e cidades que terminam em " ac" (Agonac, Archiac, Beynac, Bergerac, Cadillac, Cognac, Gemonzac, Issigeac, Jonzac,  Montignac, Prayssac, Reignac, Riberac). Muitos morangos, carregados de sol e cerejas empregadas em clafoutis.  Nada mau. 

E dá-lhe campos de girassóis.

Mas nem sempre foi assim idílico. Uma década atrás, depois do segundo ano que passei na casinha na Dordonha eu queria ver outras paragens. Conhecer a Itália profunda, por exemplo. Marido sugeriu que ficássemos em campings. Sempre tinha ficado em vários países, com as amigos. Era tão relax, tão gostoso. Pintou uma quadro romântico para nós dois. Eu e ele numa tendinha à sobra dos olivares.  Nós ainda não tinhámos filhos... e eu nas férias não tinha nada melhor para fazer mesmo... decidi ser flexível e me joguei nos campings... já que não estava fazendo nada mesmo...

Isso quase abalou meu casamento, essa estória de ficar em camping.
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Tá, estou exagerando.
Não abalou meu casamento mas abalou minha fé no meu marido.
Un petit peu, a little bit.
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Negócio seguinte: eu parto da teoria que durante o resto do ano eu não sinto ganas de ir dormir no meu quintal, certo ? E eu tenho uma máquinha de lavar louça - e de lavar roupa. (Sentiram para onde eu estou encaminhando meu raciocínio ?). Ora, por que cargas d'água nas minhas férias eu iria querer lavar panelas depois de cozinhar num fogãozinho de duas bocas no chão ?  Ou ir lavar minhas roupitchas num tanque comunal com outros desconhecidos ? Ou ao invés do meu colchão macio um colchão de ar, cheio de calombos ?

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O primeiro camping a gente nunca esquece.
Foi em L'Aigueglia, na região da Ligúria, na Itália. Saímos da Dordonha de carro e passamos por Montecarlo (linda), Imperia e depois a estranha e pitoresca L'Aigueglia. Gente, o único camping que encontramos foi numa colina. Era o único que ainda tinha vaga. A recepção era no sopé da ladeira/ montanha/ coisa que o valha. Ninguém falava uma palavra de inglês. Me comuniquei usando os dedos das mão e dos pés. Suei. Jurei que só iria de novo para a Itália na minha vida se fizesse um curso intensivo de italiano durante um ano. Ficamos num patamar elevado, onde montamos a tenda para dois debaixo de uma oliveira. Bem romântico, com vistas para a cidade. A noite eu sentia as azeitonas do piso e assustava com as que caíam na lona da tenda. Para ir ao banheiro tinha que subir uma escadaria ao longo da montanha. Para tomar banho tinha que descer da tenda até a recepção para comprar fichas para água quente do chuveiro. Subir até a tenda e pegar toalha, roupas e talz. Subir mais umas escadas para utilizar o banheiro (coletivo). Dava medo, pois já era final de férias e o banheiro era meio ermo.  E eu fiquei com dor nas batatas da perna de tanto subir e descer colina. Preferi ficar o tempo todo zanzando pela cidade do que ir descansar no camping. No segundo dia choveu e entrou a'gua na tenda. Mirritei total !  No terceiro dia tinha mais terra, folha seca e azeitona velha dentro da tenda do que fora e vi que um monte de ciganos e peruanos/artistas de rua estavam também passando um tempo no camping. Viviam rondando nossa tenda. No quarto dia decidimos recolher nossos trapos e partir.
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O segundo camping a gente também nunca esquece.
Foi numa cidadezinha, Riva del Garda, às margens do lago Di Garda.
Era um terreno grande, nada de colina ou ladeira.
Meno male.
Na recepção tinha uma garota bem grossa que  gritou pediu "Passaporte !". E disse aonde tinha ainda vaga. Não podíamos escolher, ela eram quem determinava. No caminho visitei o banheiro.  Paredes de mármore, uau !!! Estacionamos e montamos nossa barraquinha impermeável ao lado (3cm de distancia) do nosso carro. Beleza, ninguém na vaga à esquerda... ninguém na vaga da direita... Em cinco minutos apareceu um outro casalzinho que estacionou a 3 cm de distancia do nosso carro e abriu a barraca a meio metro da nossa. Eu não tinha coragem de ir cozinhar macarrão e salsichinha (e comer !) diante deles. Quando marido foi tomar banho levei o fogãozinho discretamente prá dentro da barraca, marido voltou mais rápido do banho e me pagou esporro geral, dizendo que eu iria por fogo na barraca.  Emburrei. Mais tarde, na hora do rala e rola dei chega pra lá e cotovelada forte. Ficou no seco. No dia seguinte visitamos e vimos coisas lindas na Itália. À noite o forninho pifou. Marido deprimiu, pois a vida inteira tinha usado aquele forninho de estimação. Começou a suspeitar que eu era pé frio, mimada e vacilona. Marido não compreendia minha rejeição à filosofia de acampar. Logo ele, que tinha passado momentos tão legais durante toda a adolescencia e início da vida adulta acampando pela Europa com os amigos. Ficando bêbado  de latinha de cerveja na mão o dia inteiro. Mijando no mato. Comendo só macarrão e enlatados...  Só se lavando na hora de tomar banho de lago (ou de mar) e indo dormir todo engordurado e salgado. Jogando carta o dia inteiro. Bão, né ?  Eu tenho inveja de homem, são seres tão simples. Tão resolvidos, tão despojados, tão confiantes.
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Na volta pra Holanda ele reclamou para alguns amigos que eu não tinha curtido acampar. Estava desolado. Os amigos me olhavam de soslaio. Uma amiga dele chegou pra cima de mim de braços cruzados, lábios crispados e fuzilou:

-Você não gostou de acampar ?
- Não.
- Pode me dizer por quê ?
- Acho que é porque eu cresci dormindo em colchão desde que nasci.
- Eu não consigo entender. Você vem de um país pobre, não é ?
- Deve ser. Se você acha...
- As pessoas no Brasil não devem ter muito dinheiro para passar férias em hotéis... Os brasileiros não acampam ?
- Não. Sei lá. Camping não é popular.
- E fazem como então ? Dá para me contar ?  
- Dá !
- Como é que é então ?
- Olha fulana, no verão no Brasil o termômetro vai a 40C fácil. Ninguém vai dormir em lona de plástico para assar que nem peru de Natal. Tem mosquitos, muitos mosquitos ao ar livre. Ninguém vai dormir no meio de estranhos, numa lona fechada só com um zíper para arriscar  ter suas coisas roubadas. As criancas ficam com brotoejas se não tiverem bastante contato com água.  Nas cidades do interior do país há piscinas. Na litoral  há praia de graça. E o sol brilha quase o ano inteiro. Os brasileiros desfrutam dos seus fins de semana. Não ficam o ano inteiro batendo o queixo de frio esperando por um mísero mês de calor. Prontofalei.
E como sou dramática nesse ponto minhas palmas das mãos que estavam aprontando para cima caíram ao longo do meu corpo assim que terminei a última frase.
Silêncio.

Nisso o queixo da fulana já tinha caído. Ela murmurou... "Eu não tinha pensando nisso. Se é assim... então é... né ?  Entendi ... Você tem um pouco de razão ..."   

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Fast forward.
Dois filhos.
Fica muuuuito mais caro para ir ao Brasil.
E cansativo.
Bora prá casinha na França.
Abençoada casinha.
Até que começa a me dar um comichão.
Para conhecer outras facetas da França profunda (eu aprendi espanhol na Holanda antes das crianças nascerem mas ainda não arranho italiano).
A solução ???
Uma "stacarvan" em holandês.
Ou mobil home " (os franceses pronunciam "móbilome").
Resumindo:
Uma casinha pre fabricada com dimensões minúsculas. Uma cozinha pequetitinha, um quartinho com uma cama de casal e um armário, outro quartinho com duas caminhas e um banheirinho com uma janelinha micro. Mas o bom é que tem uma varanda onde se pode fazer as refeicões e deitar ao sol. Geralmente essas campings com essas casinhas tem estrutura de lazer como piscina, cantina, salas de jogos. Muitos ficam perto de praias, florestas, castelos, lagos. Alguns tem uma mega estrutura para as crianças, restaurantes, teatros. Eu evito campings assim, prefiro os de médio porte. Alguns são bem caros, outros são bem em conta, especialmente se você reservar do meio pro fim das férias.

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Beleza essa tal de stacaravan.
Camping... só para que é jovem mesmo.
(In my humble opinion).
Tá de grana curta, ainda não tem um "job"decente ?
Vai de albergue da juventude, vai. Fiz muito, recomendo.
Ou aluga uma casa com os amigos.
Camping dá dor nas costas.
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Em setembro volto a blogar galera.
Mercados lindos de rua, castelos, campos de girassóis e quiçá receitinhas bem fáceis.
Fui ali comer um cassulezinho e volto já !

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À tout à l'heure !

Thursday, August 9, 2012

Vacation Food & Taboo Meals

When abroad, one should try different dishes right ? At last, my parents always told me to taste a bit of something new. I raise my kids like that as well, although I do have my own "taboo foods". Aligators, turtles, dogs, snakes, ants and a lot of things are in my list. Snails at well. Hubby is a snail lover, especially when we are in France. Topped with garlic and butter.  My oldest son, apparently, is developing the same taste for molluscs.

If you follow this blog for a while you know I love Mediterranean food. When in Valencia I have at least once per stay enjoy a paella de bogavante (above). Salty, but the best in my opinion.

Yes, I have mentioned here before that this year I have been again in Valencia some while ago. This time with my  whole (extended) Dutch family. After that,  due to sickness in the family I barely had some time to blog about it. During my Wednesdays off I had to bring my mother in law to the hospital, sometimes twice a day, so that se could visit her husband.

My sister-in-law and her husband enjoying their paella, with mushrooms and duck. She is making the very odd Dutch gesture of shaking a hand near your ear (???) to inform she find her meal yummy. This was my fater-in-law  last meal outside home, he passed away just some weeks ago. He was in Valencia already very sick but we didn't know how sick he really was.

Now, back to snails... When I pick some in my back yard and throw it into the canal my son makes an ugly face of disgust. My daughter rans away. He learned my husband loves escargots (the the very big snails) and the rest of his family as well. He thought for a moment and concluded it cannot be wrong eating something with garlic and butter. He has even asked me to cook some snails he had found in the garde since then. I think I would faint already if I had to research how to do that !

They also love Gerit from Sponge Bob (in English it is "Gary", I guess). It is the very silent Bob Sponge's pet. Because I have collected scargot shells for decoration along the years,  they are impressed with the volume of snails my husband has already eaten.  Have a look:

Are you able to see the light brown/white escargot shells in the cornucopia vase above ? I have another couple of vases with plants which are adorned with escargots - it has always caused an impression in my son that his father has eaten up all the contents of those shells...
So my son decided to ask a paella with fish and snails for him, his sister and his nieces. The girls were completely indifferent about it, they were already enjoying bread with ham and manchego cheese. He probably knew the girls would reject the snails and therefore he would ende up eating all of them. My little girl, indeed ate just some spoons of rice and fish.
Now... I have refused ever tasting snails.
NO-WAY Brazilians are going to eat this (but my kids are just half-Brazilians, ha !)
We do not eat exotic food. Protein comes from cows, fish and chickens, that's it.
My son found it very yummy. My little girl did tried some at the end, but she didn't find it special.
My nieces have very limited palate, they do not like even rice... so they ignored the paella completely. After finishing his meal, my son urged me to collect as many snail shells as possible, which I put into a paper napkin and brought to the apartment. There, I have washed them carefully and they brought them to Holland.
 
 


"Proost !"
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Back home, the snail houses adorn a a mini vase with a desert plant in my kitchen.
Lovely !  Hubby and kids are already in France - I will be joining them soon,. You will see in September lots of posts with a French flavor (hopefully I will not be too lazy to take some pics...).
Straight from the sunny Roussillon and the Provence. At least I hope it will still be sunny when I arrive there.
Some markets in Valencia and southwest France here  and here.
They are one of my most popular posts !
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Do you have any taboo foods ???
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Thanks for following my blog !

Crazy Dutch Traffic Signs

It is not only me who thinks there is an excess of (cryptic) signs in the Netherlands.
It gave some solace when I while ago I noticed the Dutch press was also reporting some crazy ones.

Check this out, it was in the Metro:


What does that mean ?
Frogs looking for princesses ?
Frogs looking for  human love ?
What should you do when spotting such a sign ???

Then the text explains it:


Crazy Traffic Signs

"We were driving around in the surrounding of the city of Venlo. Suddenly, we saw this traffic sign with a frog", says Etienne Soeters. "Probably there are many little frogs in the area".  A spokesman from the City Hall explains:  "Those traffic signs are to alert the drivers about big frogs crossing their way."

And then there is also this one below. It features somebody in a wheel chair and says: drive slowly.


Crazy Traffic Signs

"This one is in the passage of the mall center in Rijswijk" says Danny Van Eck. Here there are lots of retired oldies and they ride their electric wheel chairs really fast. I, myself, have now and then to spring to the side because of them. Those traffic signs are hilarious."

"This is not an official traffic sign. It was not put on the mall by the Town Hall. I guess it was placed there by the owners of the mall", says a spokesperson from the City Hall. The mall's owner unfortuntely was not available for comments.

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Have you spotted any crazy Dutch traffic signs ? Send them to me please ! Thank you.

Wednesday, August 8, 2012

Amsterdam Gay Parade

Bilingual post
English / Portuguese
Last Saturday was the gay parade in Amsterdam. Even the Centraal Station was decorated with pink balloons, to welcome the tourists !
Sábado passado foi o dia do famosos desfile de barcos da festa gay. Muita animação na cidade, já a partir da Centraal Station de trens (renovada e mais linda que nunca) podia se ver decoração em rosa.

Lots of people dressed in pink...
Muita gente vestindo rosa...

Many shops along the Damrak were selling pink accessories.
Na rua Damrak, muitas lojinhas de suvenires estavam exibindo acessórios na cor rosa.
I headed to a friend's house, just along in one of the canals where the parade would happen.
Eu fui andando até a casa de uma amiga, que mora num dos canais onde o desfile iria acontecer.
The audience was quite mixed, gays and straight people.
Quite decent everything, even families with small kids were sitting along the canals.
Acho que a "platéia"era até bem misturada. Casais heteros, casais gays, gente idosas e famílias jovens com crianças começavam a chegar para ver os barcos.
People were hanging everywhere.
O pessoal empoleirado pra todo lado.
Pamela watching the crowds from her balcony.
Coleguinha Pamela na janela, vendo a animação do povo.

 This was one of the first boats. Each boat had a theme and the participants had a coreography/performance.  All the boats had incredible loud music. Even when we closed the windows we could perfectly hear everything, every note of every song. I couldn't photograph everything, but I think the next pics give you a little impression of what followed.

Esse aí de cima foi um dos primeiros barcos. Cada barco tinha um tema, e seu proprio sistema de som MUITO alto. Quase fiquei surda, a música reverberava pelo prédio mesmo se fechávamos as janelas.
During a half hour there was an insisting thin rain.
Quite normal for the Dutch audience.

Durante uma meia hora choveu bastante.
Achei que a festa iria michar - mas eu estava errada.

Confetti.

No, the rain didn't diminish the enthousiasm of the participants and visitors...
Nem a chuva abaixou o fogo dos participantes e espectadores...
Oops, slippery and dangerous. You quickly can fall into water...

What's this ? The police viking boat ???

The sea of people.
O mundão de gente.

That was it.
One could see the Gay Parade attracted lots of tourists  - but not so much as during Queen's Day.
And I had expected it to be naughtier than it actually was.
Sometimes I wonder why people make so much fuss or fantasize about the openess in Amsterdam.
It all seemed much more contained than Carnival in Brazil.
(but yeah, "you should never compare apples with pears" as the Dutch say.)
Europeans are quite laid back and relaxed.
I haven't seen confusion or disturbance on the streets.  
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Bom, foi isso galera.
Muita animação, comida de rua, confete, bolhas de sabão. Rolou até barcos com música brasileira / axé, funk e afins. Colegas (gays) meus que já participaram desses barcos me informaram que a pré preparação para as dancinhas e performances às vezes leva até dois meses. No fim das contas eu achei tudo muito animado, muito visual, mas também muito caretinha. Programa família.  Não vi nennum sacanagem pública e tudo terminou cedo, prá que todo mundo fosse jantar por volta das sete da noite. O sol saiu super firme e até tarde da noite tinha gente nas ruas. Mas ninguém doidão ou bebum.
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Thursday, August 2, 2012

A Summer Day

Holland has a temperate climate thus four well marked seasons... in one day.
This summer has been quite wet.
Plans for a boat trip with some colleagues had to be postponed.
But finally we had a chance last week.
I instructed them how to reach my place and pickes them up at the bus stop.
I received Chocolates and wine as gifts.
Hilka brought me clso some flowers. I love peonies !!
In Dutch it is called pioen roos.
My co-worker M. was so enthousiastic about my olive bread I had made for the boat trip that he wanted to pose for some photos holding it. Recipe HERE.

And here we go. Sunny and sometimes cloudy, a light breeze, good wine and good food, lovely company...

On the photos two co-workers of mine: Hilka & Claudia - who also brought her daughter.

And what's to see in the Dutch countryside ? Water ways covered by water lilies in pink or white...

Many cows and goats and sheeps...

Horses and aquatic birds.

Back home we had a meal. Days later I still have enjoyed from the flowers, recycling the bouquet...
I think a white flower works well in this clay yoghurt pot I brought from France.

I have spreaded some of the flowers in my entrance hall as well.

Thanks Hilka !